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Brasil receberá vacina chinesa ‘Sinovac’ ainda esta semana enquanto Pfizer continua incerta

O estado de São Paulo deve começar a importar a primeira de 46 milhões de doses da vacina chinesa contra o novo coronavírus produzida pela Sinovac, a CoronaVac, ainda nesta semana. Enquanto o governo federal adota uma abordagem mais cautelosa com uma vacina desenvolvida pela Pfizer Inc.

Autoridades federais de saúde se reuniram com representantes da Pfizer na terça-feira, para garantir o fornecimento de vacinas. O Ministério da Saúde informou em nota que compraria a vacina Pfizer, atualmente em fase 3 de testes, caso fosse comprovada como segura e registrada na Anvisa.

Enquanto traça os planos de imunização, o ministério também se reunirá esta semana com a Johnson & Johnson, a indiana Bharat Biotech e os fabricantes da vacina russa Sputnik V.

O Brasil tem o terceiro maior número de casos de coronavírus do mundo, levando muitas empresas farmacêuticas a fazer testes de suas vacinas no maior país da América do Sul.

As autoridades de saúde estaduais têm assumido uma postura mais agressiva do que suas contrapartes federais na garantia do fornecimento de vacinas.

O diretor do centro biomédico do Instituto Butantan do estado de São Paulo, Dimas Covas, disse em audiência no Congresso na terça-feira que o Butantan espera ter 46 milhões de doses da Sinovac prontas em janeiro para serem usadas se aprovadas pela agência reguladora de saúde do Brasil, Anvisa.

O Butantan está organizando os testes de Fase 3 da vacina no Brasil, com Covas afirmando que os resultados preliminares indicam que ela tem um excelente perfil de segurança.

Covas disse que 10.000 voluntários já receberam cerca de 19.000 injeções da vacina de duas doses, e 2.000 outras pessoas ainda não foram incluídas nos testes.

A Anvisa suspendeu os testes por um dia e meio na semana passada após a morte de um voluntário, que a polícia relatou como suicídio e o Butantan disse não ter relação com a vacina.

A paralisação temporária não afetou os ensaios clínicos, disse Covas, acrescentando que o Butantan tinha um “entendimento muito bom” com a Anvisa.

O Butantan e a Anvisa enviaram especialistas para a China, onde estão em quarentena de duas semanas antes de visitarem as instalações de vacinas, disseram.

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