Economia

Brasil prevê dívida pública em 2021 de até 5,9 trilhões de reais

A carga da dívida pública do Brasil deve subir para 6 trilhões de reais (US $ 1,11 trilhão) este ano, disse o Tesouro do país na quarta-feira, depois que o endividamento recorde do governo no ano passado para combater a pandemia COVID-19 o empurrou para cima a marca de 5 trilhões pela primeira vez.

Estabelecendo suas previsões de dívida e planos de financiamento para 2021, o Tesouro do Brasil disse que pretende vender mais dívida de taxa fixa e menos taxa de juros flutuantes, já que os custos dos empréstimos oficiais podem subir, e que espera que o perfil da dívida do Brasil continue encurtando.

“O maior desafio para 2021 é combinar as necessidades de financiamento de curto prazo com os objetivos de médio e longo prazo da dívida pública federal”, disse o Tesouro em seu plano de financiamento para 2021.

“Assim (o Tesouro) visa refinanciar a própria dívida e financiar o déficit primário, priorizando medidas que busquem manter um colchão de liquidez prudente, mitigar riscos de refinanciamento e garantir o bom funcionamento do mercado de dívida pública”, afirmou.

A dívida pública em aberto do Brasil deve aumentar este ano para entre 5,6 trilhões de reais e 5,9 trilhões de reais, marcando um aumento de até 17,8% sobre os 5,01 trilhões de reais do ano passado (US $ 928 bilhões), de acordo com as previsões do Tesouro.

O número do ano passado foi maior do que o limite superior de um intervalo revisado de 4,6-4,9 trilhões de reais anunciado em agosto passado.

O prazo médio do perfil da dívida do Brasil neste ano deve encurtar para 3,2 a 3,6 anos, de 3,6 anos em 2020, e a parcela da dívida a vencer nos próximos 12 meses ficará entre 24% e 29%, ante 27,6% ano passado.

O Tesouro disse que a incerteza em torno da pandemia e da economia está atrapalhando as perspectivas de curto prazo para os investidores, o que significa que o Tesouro fará uma pausa “temporária” em seu esforço de longo prazo para alongar o perfil da dívida.

O Brasil tem 1,4 trilhão de reais de dívida vencendo este ano, metade dela entre janeiro e abril.

Com ampla expectativa de elevação dos juros neste ano pelo Banco Central pela primeira vez desde 2015, Tesouro projeta dívida prefixada entre 38% e 42% do estoque total, e queda dos títulos atrelados à Selic do Banco Central taxa para 28% -32% de 34,8%.

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