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Brasil pressiona Pfizer e AstraZeneca para impulsionar lançamento de vacinas

O governo brasileiro pressionou na segunda-feira a Pfizer Inc para a entrega antecipada de vacinas COVID-19 e procurou comprar mais vacinas AstraZeneca de outros países, já que uma segunda onda mortal de casos acrescenta urgência ao lançamento de uma vacina letárgica .

O presidente Jair Bolsonaro, que minimizou a gravidade do novo coronavírus e questionou a “corrida” por vacinas, participou pessoalmente de uma videochamada com executivos da Pfizer, chegando a um acordo verbal para comprar sua vacina.

O governo também está buscando mais doses da vacina AstraZeneca de outros países, disse um governador do estado a jornalistas, depois que o ministro da Saúde do Brasil disse que a Índia suspendeu o embarque de 8 milhões de doses.

A injeção da AstraZeneca, junto com uma vacina fabricada pela chinesa Sinovac Biotech Ltd, tem sido a aposta mais forte do Brasil contra um surto de surto, com a variante P1 cultivada localmente pelo coronavírus aparentemente aumentando a transmissão e a reinfecção.

O recorde de COVID 19 mortes foram relatadas no Brasil na semana passada e seu sistema hospitalar está à beira do colapso, alertando a Organização Mundial da Saúde sobre um possível transbordamento regional e causando novas medidas de bloqueio em grande parte do país.

Estudos preliminares sugerem que a vacina da AstraZeneca protegerá contra a variante P1, disse Mauricio Zuma, chefe de produção do instituto biomédico da Fiocruz do Brasil, na segunda-feira, confirmando um relatório da Reuters na sexta-feira.

Um estudo brasileiro também indica que o tiro de Sinovac é eficaz contra a variante P1, uma fonte familiarizada com o estudo disse à Reuters na segunda-feira.

Se os resultados finais confirmarem essas descobertas, será uma oportunidade crucial para o Brasil, que encomendou mais de 200 milhões de doses das doses de AstraZeneca e Sinovac, enquanto atrapalha outras.

Menos de 4% dos 210 milhões de residentes do Brasil foram vacinados contra COVID-19 devido a uma série de erros do Ministério da Saúde, que Bolsonaro abasteceu com militares com pouca experiência em saúde pública.

Já em agosto, o ministério perdeu a chance de encomendar 70 milhões de doses da vacina fabricada pela Pfizer e BioNTech, com entrega a partir de dezembro, disse a Pfizer em um comunicado de janeiro.

Embora o Brasil ainda não tenha assinado contrato com a Pfizer, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que após a ligação do Bolsonaro a empresa concordou em começar a entregar 14 milhões de doses até junho, ante 9 milhões na oferta anterior.

Após essas entregas antecipadas, a Pfizer concordou em enviar pelo menos mais 10 milhões de doses por mês, acrescentou um funcionário do ministério da saúde, sem dizer o tamanho total do pedido.

Na semana passada, o governo anunciou que pretendia comprar 100 milhões de doses da Pfizer e 38 milhões da Janssen, a unidade farmacêutica da Johnson & Johnson.

Guedes disse que Bolsonaro também deve falar com o chefe da Janssen.

“A vacinação em massa é a prioridade número um do governo”, disse Guedes. “Vamos vacinar e manter a economia em movimento.”

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