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Brasil pode fechar ano perdendo menos empregos do que em 2015 e 2016

Em um evento, o ministro defendeu a isenção da folha de pagamento.

A geração de empregos no segundo semestre do ano pode fazer o país fechar 2020 perdendo menos empregos do que na recessão de 2015 e 2016, disse ontem o ministro da Economia, Paulo Guedes. O ministro defendeu a desoneração da folha de pagamento e criticou o Congresso Nacional por proibir o debate sobre o tema.

“Na maior crise global, podemos fechar o ano com um terço ou um quarto dos empregos que foram perdidos na recessão auto-imposta de 2015 e 2016”, disse Guedes, durante o 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada promovido pelo Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

Segundo Guedes, o Brasil pode fechar o ano com o fechamento de cerca de 300 mil empregos. De janeiro a setembro, de acordo com os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o país havia eliminado 558,6 mil vagas, ante um saldo negativo de 1.144 milhões registrado de janeiro a maio.

Isenção

No evento, o ministro voltou a defender a desoneração tributária para todos os setores da economia, mas sem especificar de onde viria a receita para custear o benefício. “Estamos convencidos do problema da desoneração da folha de pagamento. Precisamos tirar esse problema, que é a arrecadação de tributos na folha de pagamento. Este imposto é um desastre. Isso tira 40 milhões de brasileiros do mercado formal e prejudica a arrecadação para a Previdência ”, disse Guedes.

Em diversas ocasiões, o ministro defendeu a criação de um imposto sobre transações digitais para cobrir a perda de receita com o imposto sobre a folha de pagamento.

Embora o governo ainda não tenha encaminhado a proposta ao Congresso, Guedes criticou os deputados por não terem levado adiante o debate. “A Câmara proibiu esse debate. Agora, um governo eleito quer fazer uma reforma e não dá, vamos cuidar dos outros, as despesas, as despesas, a gente começa com a Previdência, depois os juros da dívida ”, declarou.

Segunda onda de covid-19

Sobre o ressurgimento dos casos de covid-19 no país, Guedes disse que o fenômeno se restringe a algumas regiões e não é geral. “Se vier a doença, estamos em outra dimensão, sabemos como agir, mas não é o nosso plano”, ponderou o ministro.

Ele reiterou que a equipe econômica está focada na continuidade das reformas estruturais, como as tributárias e administrativas, e na preservação do teto de gastos, sem recorrer a programas populistas.

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