Óleo e Gás

Brasil lança metas de redução de carbono para a agricultura

carbono

O Ministério da Agricultura do Brasil buscará reduzir as emissões de carbono do setor agrícola em 1,1 bilhão de toneladas de CO2 sob um novo programa de agricultura orientada para o clima (ABC +) para 2020-30.

O plano inclui replantio florestal, técnicas de cultivo de baixo carbono, reforma de pastagens degradadas e aceleração do abate de gado para reduzir o gás metano que retém o calor que os animais emitem ao longo da vida. O Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo, de 215 milhões de cabeças.

A meta de redução de carbono é sete vezes maior do que a meta do plano de agricultura de baixo carbono da década anterior. O programa deve atingir 72,7 milhões de hectares (180 milhões de acres), aproximadamente a área do Reino Unido, diz o ministério.

A agricultura foi responsável por 28% das emissões de GEE do Brasil em 2019, de acordo com o think tank local Observatorio do Clima.

ABC + é a segunda iteração de um plano implementado para 2010-20, que o ministério disse ter reduzido o equivalente a 170 milhões de toneladas de CO2 em uma área de 52 milhões de hectares, superando sua meta em 46%. O programa oferece taxas de juros subsidiadas para projetos de baixo carbono.

Quase todas as técnicas a serem apresentadas no programa ABC + já foram amplamente adotadas na indústria agrícola tropical do Brasil por décadas. Eles incluem plantio direto ou plantio direto que reduz fertilizantes, erosão e consumo de combustível na produção de grãos e aumenta a fixação de carbono no solo; semi-confinamento de bovinos alimentados com pasto nas semanas anteriores ao abate com suplementos dietéticos especiais para reduzir as emissões de metano dos animais; o replantio de florestas e recuperação de pastagens degradadas para uso produtivo.

O ministério planeja apresentar o ABC + nas negociações climáticas da COP26 da ONU em Glasgow, em novembro.

O Brasil tem sido alvo de maior escrutínio internacional sob o presidente Jair Bolsonaro, que tem pressionado por maior desenvolvimento na bacia amazônica e supervisão ambiental mais frouxa.

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