Economia

Brasil injeta US$ 30 bi na economia, de olho nas eleições

governo brasileiro  anunciou uma série de iniciativas esta semana que injetarão até 150 bilhões de reais (US$ 30 bilhões) na economia este ano, em um esforço para impulsionar  a atividade doméstica morna  e simultaneamente apoiar a campanha de reeleição  do presidente Jair Bolsonaro antes das eleições de outubro. 

Entre as medidas, o presidente Bolsonaro assinou um decreto permitindo que funcionários do Estado retirem até 1.000 reais de seu respectivo fundo de garantia de indenização (FGTS), além de antecipar para abril-junho um pagamento extra aos aposentados normalmente feito no final do ano.

O governo também aprovou um pacote de empréstimos subsidiados para pequenas empresas por meio da Caixa Econômica Federal.

“A expectativa do governo é que todas as medidas apresentadas injetem mais de 150 bilhões de reais na economia do país”, disse o gabinete presidencial em comunicado. 

Os anúncios surgem no momento em que a economia do país mostra sinais de desaceleração e também, claramente, de olho nas eleições de outubro. 

“As medidas anunciadas têm apelo popular, o que ajuda em parte a explicar porque Bolsonaro obteve ganhos em intenção de voto nas pesquisas mais recentes. Do lado econômico, essas medidas não terão grande efeito no desempenho do PIB”, Luciano Rostagno, chefe da América Latina O estrategista americano do Banco Mizuho , ​​disse.

Após uma expansão econômica de 4,6% no ano passado, o Brasil deve crescer menos de 0,5% este ano e pode até entrar em recessão se os números continuarem a piorar, segundo economistas. 

Os brasileiros vão às urnas em outubro para votar para presidente, governadores e parlamentares.

De acordo com as pesquisas mais recentes, o ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva  continua sendo o favorito, mas Bolsonaro recentemente fechou a lacuna, em grande parte devido aos altos níveis de fatalidades durante a pior fase da pandemia de Covid-19. 19 pandemia. 

As medidas econômicas anunciadas nesta semana terão um impacto positivo direto nas famílias de baixa renda, parcela do eleitorado com maior probabilidade de apoiar Lula.

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