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Brasil elogia polêmica negociação do Golfo com Israel

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, caracterizou como “excelente notícia” terça-feira a normalização dos laços entre Israel, Emirados Árabes Unidos (Emirados Árabes Unidos) e Bahrein.

“Os acordos de paz entre Israel e os Emirados Árabes Unidos e entre Israel e Bahrein – três amigos do Brasil com os quais nosso governo tem estreitado muito as relações – são uma excelente notícia”, disse Bolsonaro durante discurso na 75ª sessão da Assembleia Geral da ONU.

Elogiando o Plano de Paz e Prosperidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que Bolsonaro chama de “uma visão promissora para retomar o caminho em direção a uma tão desejada solução para o conflito israelense-palestino”, ele disse que o Brasil tem como política buscar relações mais estreitas com Israel e os árabes países que estão “muito alinhados” com as iniciativas dos EUA.

Os Emirados Árabes Unidos e Bahrein assinaram acordos polêmicos patrocinados pelos EUA em 15 de setembro para estabelecer relações diplomáticas com Israel, em meio a fortes condenações dos palestinos.

Analisando o coronavírus no país sul-americano, que tem o terceiro maior número de casos no mundo, com mais de 4,5 milhões de infecções e o segundo maior número de mortes, com mais de 137.000, Bolsonaro disse que seu governo tomou as restrições necessárias para conter a disseminação de o vírus e ele culpou os governadores e a mídia pela má gestão do vírus no país.

“Conforme determinação da Justiça brasileira, todas as medidas de distanciamento social e restrição de movimento foram delegadas a cada um dos 27 governadores da Federação”, afirmou. “O presidente, por sua vez, ficou com a responsabilidade de enviar recursos para todo o país”.

Acusando a mídia local de “politizar o vírus ao espalhar o pânico”, ele disse: “Sob os lemas ‘fique em casa’ e ‘vamos lidar com a economia mais tarde’, eles quase trouxeram o caos social para o país”.

Brasil aproxima-se da adesão à OCDE

Bolsonaro disse que seu país está se aproximando do processo oficial de adesão ao grupo econômico da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Para isso, já implementamos os mais altos padrões mundiais em todas as áreas, incluindo regulamentação financeira, segurança digital e proteção ambiental”, disse ele.

Os EUA têm promovido seu “maior aliado não-OTAN”, o Brasil, para conseguir a adesão à OCDE, enquanto o Brasil segue os passos de Washington na política externa desde que Bolsonaro assumiu o cargo em janeiro de 2019.

Ele acrescentou que o Brasil continua empenhado em concluir os acordos comerciais firmados entre o Mercosul, a União Européia e a Associação Européia de Livre Comércio.

Brasil é ‘vítima’ de campanha de desinformação na Amazônia

Bolsonaro afirmou que há uma “campanha de desinformação brutal” contra o Brasil sobre a Amazônia e os pântanos brasileiros.

“A Amazônia brasileira é conhecida por ser imensamente rica. Isso explica o apoio dado por instituições internacionais a essa campanha de desinformação ancorada em interesses duvidosos aliada a associações brasileiras exploradoras e antipatrióticas com o objetivo de minar o governo e o próprio Brasil”, disse.

Ele afirmou que o Brasil é líder na conservação das florestas tropicais. “Temos a matriz energética mais limpa e diversificada do mundo. Mesmo como uma das 10 maiores economias do mundo, somos responsáveis ​​por apenas 3% das emissões de carbono em todo o mundo”, disse ele.

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