Economia

Brasil “de volta aos negócios” em 2-3 meses com a aceleração das vacinações, disse o ministro da Economia

O ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, disse na terça-feira que espera que a economia volte aos trilhos dentro de dois a três meses, à medida que um programa nacional de vacinação COVID-19 cada vez mais acelerado leva as pessoas de volta ao trabalho e revive as atividades.

Falando em evento online promovido pelo Banco Itaú, Guedes disse ainda esperar um “movimento decisivo” em breve na implementação do pacto pacto comercial entre a União Europeia e o bloco Mercosul da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

“Achamos que provavelmente daqui a dois, três meses o Brasil poderá voltar aos negócios. Claro, provavelmente a atividade econômica vai cair, mas será muito, muito menos do que a queda que sofremos no ano passado … e muito, muito mais curto “, disse Guedes.

Para isso, o Brasil precisa acelerar a vacinação em massa, que Guedes considera a política fiscal mais importante do país no momento.

“É o que mais tem retorno em termos de resultados econômicos – para preservar a saúde das pessoas e garantir um retorno seguro à força de trabalho”, disse.

O Brasil está vacinando atualmente 1 milhão de pessoas por dia, disse Guedes, o que deve aumentar nas próximas semanas. A nação sul-americana é o atual epicentro global da pandemia do coronavírus, com novos casos e fatalidades atingindo níveis recordes.

Guedes disse que o governo vai reviver o esquema de proteção ao emprego que, segundo ele, salvou 11 milhões de empregos no ano passado, e vai renovar os esforços de privatização.

Os estudos sobre a privatização planejada da Eletrobras, maior empresa de energia do país, devem ser concluídos em nove meses, afirmou.

Sobre o impasse UE-Mercosul, Guedes disse esperar que um acordo seja alcançado em breve.

“Ou vamos nessa direção e eles (a UE) nos aceitam e ajudam-nos a ir na direção certa, ou teremos problemas”, disse Guedes. “Acho que iremos na direção certa.”

O pacto firmado em 2019 prometia remover 4 bilhões de euros em tarifas de importação de produtos da UE. Mas não foi implementado devido às preocupações da Europa sobre o desmatamento da Amazônia e ceticismo sobre o compromisso do Brasil de enfrentar a mudança climática sob o presidente Jair Bolsonaro.

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