Naval

Brasil busca mercado de combustível de navegação sustentável

O Brasil está procurando pegar uma onda de combustível marinho sustentável como parte do esforço da indústria naval para reduzir pela metade as emissões de carbono marítimo até 2050.

As negociações ainda estão em andamento sobre quais novos combustíveis dominarão a indústria naval internacional nas próximas décadas, mas o papel pioneiro do Brasil em biocombustíveis deve se espalhar para este segmento emergente do mercado de combustíveis marítimos, Lavinia Hollanda, fundadora da consultoria local de energia Escopo Energia, disse durante um webinar recente sobre os combustíveis sustentáveis ​​para navegação.

No contexto do acordo climático de Paris, a Organização Marítima Internacional (IMO) visa reduzir as emissões de CO2 produzidas pelo transporte marítimo internacional em 70% até 2050 e reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa em 50% até 2050. As metas ambiciosas geraram discussões sobre os combustíveis potenciais que poderia substituir o óleo combustível pesado, que responde por cerca de 80% das emissões do setor, e o gasóleo marinho, que representa cerca de 20%.

Hollanda disse que as primeiras negociações reduziram os combustíveis candidatos em potencial a cinco finalistas, que eles esperam que sejam reduzidos a dois ou três criadores de tendências globais. Entre os primeiros candidatos estão o diesel Fischer-Tropsch, óleo vegetal hidratado (HVO) ou diesel verde e óleo vegetal puro (SVO) ou biodiesel.

O Brasil usa principalmente soja para atender à mistura atual de 12% de biodiesel, que deve subir para 13% em março de 2021.

Os outros dois combustíveis marítimos potenciais sustentáveis ​​são o biogás comprimido e o hidrodiesel, um combustível diesel à base de hidrogênio. A produção de biogás do Brasil está começando a decolar com o aumento dos investimentos da indústria de açúcar e etanol, bem como projetos baseados em aterros.

O Brasil ainda precisa definir os detalhes regulatórios desses combustíveis, segundo Heloisa Borges Esteves, diretora de petróleo, gás e biocombustíveis da Epe, empresa de pesquisa energética do governo brasileiro. “Noventa por cento do comércio global é transportado por navios, incluindo alimentos e combustível, o que torna os combustíveis sustentáveis ​​para a indústria de transporte marítimo muito complexos”, disse ela no webinar, acrescentando que cada país terá diferentes matérias-primas disponíveis para uso como combustível marítimo sustentável Produção.

Ela acrescentou que os combustíveis drop-in serão fundamentais no mercado, acrescentando que o Brasil já espera expandir a produção de diesel verde na próxima década.

Se a indústria naval global fosse um país, seria o sexto maior emissor de CO2 do mundo, disse Borges.

As discussões sobre combustíveis marítimos sustentáveis ​​estão ocorrendo enquanto o Brasil trabalha em uma legislação para incentivar a navegação costeira como uma alternativa ao transporte rodoviário. A proposta inclui maior acesso de embarcações estrangeiras e impostos mais baixos sobre o combustível naval.

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