Petróleo

Brasil avalia política para atenuar impacto de picos de preço do petróleo nos custos de combustível

O governo brasileiro está estudando um mecanismo que atenua o potencial impacto dos picos nos preços internacionais do petróleo sobre os preços locais de combustíveis, disse o ministro da Energia Bento Albuquerque na quinta-feira.

O recente aumento nos preços do petróleo, após os eventos no Iraque, fez o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, convocar uma reunião nesta semana com a Petrobras e funcionários do Ministério da Energia para discutir a situação.

Os preços do petróleo subiram inicialmente depois que um ataque de drones dos EUA no Iraque matou o comandante militar iraniano Qassem Soleimani e um líder da milícia iraquiana na sexta-feira, devido a preocupações de que as tensões crescentes no Oriente Médio possam atrapalhar o fornecimento de petróleo. Mais tarde, os preços recuaram à medida que as tensões diminuíam aqui entre o Irã e os Estados Unidos.

Apesar dessa queda nos preços do petróleo, a idéia de um possível mecanismo de amortecimento ainda está em discussão.

Uma das possibilidades, disse Albuquerque a repórteres, seria usar os recursos do governo com royalties de exploração de petróleo para formar um fundo que seria usado para impedir que custos mais altos de petróleo fossem repassados ​​aos preços de combustíveis no Brasil.

“Estamos analisando os royalties, aquelas coisas que nós, exportadores de petróleo, vemos como possibilidades de acumular reservas que poderiam compensar aumentos inesperados nos preços do petróleo”, disse o ministro.

Não ficou claro se o governo federal sacrificaria sua parte dos royalties cobrados das empresas petrolíferas que operam no país e destinaria esse dinheiro para um novo fundo.

Albuquerque disse que os estudos continuarão, apesar do aparente alívio das tensões no Oriente Médio.

“Deveríamos estar preparados para o futuro, para que o Brasil não sofra alguma crise internacional”, afirmou.

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