Energia

Brasil quer adotar abordagem arco-íris para hidrogênio

Hidrogênio

O Brasil planeja adotar uma estratégia arco-íris para fazer a transição gradual da produção de hidrogênio existente para o hidrogênio verde baseado em energias renováveis.

“O hidrogênio cinzento já é produzido pelas indústrias de fertilizantes e refino do Brasil, principalmente na forma de amônia, que é usada como tratamento de combustível”, disse Heloisa Borges Esteves, diretora de petróleo, gás e biocombustíveis da empresa de pesquisa energética do governo Epe, em um webinar recente sobre o desenvolvimento de regulamentações para o mercado brasileiro de hidrogênio.

O hidrogênio cinza é produzido a partir de combustíveis fósseis como o gás natural.

Com algumas modificações nas plantas existentes, como a adição de um sistema de captura de carbono, o hidrogênio que elas produzem pode ser reclassificado como azul ou turquesa, cores que significam uma pegada de carbono menor.

“Isso pode ser feito de forma rápida e barata agora”, disse Borges, acrescentando que quando outras formas mais sustentáveis ​​de hidrogênio estiverem disponíveis no mercado, o Brasil já terá a infraestrutura de transporte e armazenamento instalada, facilitando a transição para o hidrogênio verde .

A Epe está mapeando a capacidade atual de hidrogênio do Brasil, bem como o potencial para o Brasil se tornar um líder mundial em hidrogênio verde escuro, que é produzido a partir de biomassa como matéria-prima.

Ao contrário dos países desenvolvidos, o Brasil não tem grandes recursos governamentais para investir em pesquisa e desenvolvimento, segundo Agnes de Costa, assessora de política estratégica do ministério de energia. “Esperamos contar com instituições multilaterais para fomentar a pesquisa o máximo possível.”

Investidores e governos estaduais anunciaram uma série de investimentos em novos projetos de hidrogênio que serão desenvolvidos no Brasil em antecipação à forte demanda global. Os projetos estão atualmente focados no Pecém, no estado do Ceará, e Suape, no estado de Pernambuco, no nordeste do Brasil, que tem a vantagem de uma produção e um potencial significativo de energia renovável.

A australiana Enegix and Fortescue Metals, a francesa Qair , a espanhola Iberdrola subsidiária Neoenergia e White Martins anunciaram planos de investir na produção de hidrogênio verde no Brasil.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do Brasil planeja emitir novos regulamentos sobre hidrogênio em 30 dias como parte do plano do país de se tornar neutro em carbono até 2050, anunciou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em 22 de junho. A regulamentação era inicialmente esperada para o final de junho.

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