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Bolsonaro relaxa ainda mais as leis de armas no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro emitiu uma série de decretos relaxando ainda mais as leis de controle de armas no Brasil, uma das questões mais importantes do líder de extrema direita.

Os quatro decretos, expedidos na noite de sexta-feira, aumentam de quatro para seis o número de armas que os brasileiros podem possuir – ou até 60, para quem pratica tiro esportivo recreativo – e autoriza o porte de até duas armas em público.

Eles também dobram a quantidade de munição que os entusiastas de armas podem comprar para armas especialmente regulamentadas para 2.000 cartuchos por ano, e descarta os controles de acesso a miras especializadas para atiradores de elite, armas de fogo pré-século 20 e munições de até 12,7 milímetros de calibre.

Outro decreto facilita os requisitos de licenciamento para colecionadores de armas, atiradores recreativos e caçadores, permitindo-lhes obter o certificado técnico exigido de seus clubes de armas ou estandes de tiro.

Bolsonaro, um ex-capitão do Exército, é um defensor dos direitos das armas que regularmente posta fotos de si mesmo nas redes sociais no campo de tiro.

Ele concorreu ao cargo com a promessa de armar “boa gente” para lutar contra o crime no Brasil e regularmente mostra seu gesto característico de arma – polegares levantados, indicador apontando – para ilustrar.

Os novos decretos foram os mais recentes de dezenas de leis relaxantes sobre armas que ele emitiu desde que assumiu o cargo em 2019, embora algumas tenham sido anuladas no Congresso ou nos tribunais.

Os defensores do controle de armas foram agudamente críticos.

Bolsonaro “já publicou mais de 30 decretos que levaram a um aumento recorde de armas em circulação no ano passado”, disse o Instituto Sou da Paz.

“Isso vai na cara de todos os especialistas, que dizem que mais armas de fogo em circulação no Brasil levarão a uma tragédia com perda de vidas e à deterioração de nossa democracia”, disse.

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