Política

Bolsonaro planeja reformulação ministerial para agradar aos aliados

 presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse na quarta-feira que está planejando uma reforma ministerial na próxima semana, enquanto o enfraquecido líder de extrema direita busca fortalecer o poder apaziguando uma força influente no Congresso com a qual está cada vez mais aliado.

Falando em uma entrevista de rádio, Bolsonaro não forneceu detalhes de sua reforma planejada para segunda-feira, mas duas fontes familiarizadas com o assunto disseram à Reuters que ele está considerando mudar seu chefe de gabinete e secretário-geral presidencial.

O Ministério do Trabalho, que foi fundido com o Ministério da Economia pelo Bolsonaro, também poderia ser recriado, disseram as fontes. Onyx Lorenzoni, atualmente secretário-geral da presidência, é o que deve chefiar, disseram.

Bolsonaro parece cada vez mais querer agradar ao chamado “centro”, um bloco ideologicamente flexível de legisladores cujo apoio ao Congresso foi crucial para protelar as dezenas de processos de impeachment que o presidente enfrenta.

Bolsonaro foi ainda mais enfraquecido por uma queda acentuada na popularidade como crítica de sua gestão das elevações da pandemia COVID-19. O Brasil, com quase 550.000 mortos, tem o segundo maior número de mortos depois dos Estados Unidos.

Ele também enfrenta um escândalo de corrupção latente sobre a compra de vacinas de seu governo, que está sendo investigada por um comitê do Senado.

As pesquisas de opinião mostram que Bolsonaro está atrás do ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto para as eleições do ano que vem.

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