Brasil

Bolsonaro pede ajuda exterior para combater contrabando de madeira brasileira

O presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quinta-feira (19) que outros países, sobretudo europeus, o ajudassem no combate ao comércio ilegal de madeira no Brasil. A declaração foi dada durante live semanal transmitida pelas redes sociais e gerou controvérsia após o mesmo ter prometido citar nomes de países que fomenta tal mercado ilegal.

“Os países têm que colaborar conosco. A Amazônia é uma imensidão, é maior que toda a Europa ocidental junta. Não é fácil controlá-la. Agora, as críticas são potencializadas. Existe desmatamento ilegal? Existe”, disse o presidente brasileiro.

Na terça-feira (17), durante discurso na Cúpula dos Brics, Bolsonaro disse o governo iria revelar uma lista com nomes de países que importam madeira extraída de forma ilegal da Amazônia brasileira. Ao retomar o assunto durante a live, o presidente voltou atrás e citou que há uma lista de empresas e dos países aos quais elas pertencem que estariam envolvidos no mercado ilegal, mas que o objetivo não é acusar outras nações, mas resolver os problemas.

“Nós temos aqui os nomes das empresas que importam isso e a que países elas pertencem. A gente não vai acusar o país A, B ou C de estar cometendo um crime, mas a empresa desses países, sim”, disse. “Mas quando chegarmos a um bom termo essa questão, vai diminuir o desmatamento no Brasil. É o que nós queremos. Não basta apenas criticar, temos que apresentar alguma coisa. Estamos apresentando”.

O presidente mencionou o método desenvolvido pela Polícia Federal para rastrear a origem de madeiras apreendidas e exportadas usando isótopos estáveis, uma espécie de DNA que mostra a proveniência geográfica do produto. O governo também pretende envolver a Marinha na fiscalização do transporte de madeira por via aquaviária.

“Esse trabalho da Polícia Federal via DNA, os isótopos, começou há poucos meses. Vai entrar em cena também a Marinha do Brasil, que já foi contatada, porque toda ela [madeira] sai por via aquaviária. Dá pra fazer barreiras e conter o deslocamento dessa madeira. A que for legal, passa. A que não for legal, não passará mais”.

Para o delegado Alexandre Saraiva, superintendente da PF no Amazonas, que estava com Bolsonaro durante a live disse que os outros países devem atuar com o Brasil em um esforço de colaboração para o combate ao contrabando de madeira. “Nós esperamos uma colaboração no nível policial e no nível científico”. “No Amazonas, nós temos o INPA, o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia, que desenvolve um trabalho excelente sobre manejo florestal e tem muitos convênios com universidades europeias. Então, [queremos] é colaboração para repressão aos criminosos, sejam eles do Brasil, sejam eles europeu. Porque bandido é bandido em qualquer lugar”, concluiu.

Voltar ao Topo