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Bolsonaro é aplaudido em jantar de reaproximação com empresários

O otimismo dominou o jantar de reaproximação (não partidário) do presidente Jair Bolsonaro com empresários nesta quarta-feira (7), em São Paulo, onde foi discutida a política de vacinação do governo contra o coronavírus.

Segundo um dos empresários participantes, Bolsonaro disse que está fazendo o possível para garantir a imunização da população. Esse mesmo empresário, que pediu para não ser identificado, disse que o presidente foi aplaudido de pé ao falar – Bolsonaro falou sobre o fato de o Brasil ser um dos poucos países do mundo que fabrica a vacina contra a Covid-19.

Nesta quarta-feira, o Brasil ultrapassou a marca de 340 mil mortes em decorrência do coronavírus.

A comitiva presidencial teve nomes importantes do governo: os ministros Paulo Guedes (Economia), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Marcelo Queiroga (Saúde) e Fábio Faria (Comunicação), além do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto e o General Augusto Heleno (chefe do Gabinete de Segurança Institucional).

Questionados por jornalistas ao final do evento, ministros disseram que a carta assinada por centenas de empresários e banqueiros exigindo medidas de combate à pandemia não foi discutida no jantar, oferecido por Washington Cinel, dono da empresa de segurança Gocil.

Do lado empresarial, estiveram presentes nomes como Rubens Ometto, da Cosan, Claudio Lottenberg, presidente da Conib (Confederação Israelita do Brasil), André Esteves, do BTG Pactual, Alberto Saraiva, da Habib’s, e João Camargo, do grupo Alpha .

O último encontro do Bolsonaro com grandes nomes do empresariado foi em dezembro do ano passado, em um jantar na casa de Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Em 2021, o presidente da Fiesp teve apenas reuniões individuais com o representante.

A reunião desta quarta-feira foi no mesmo local onde, no dia 22 de março, empresários se reuniram com os prefeitos da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para discutir saídas do Covid 19 crise.

O diagnóstico de que a imagem de um negacionista no enfrentamento da pandemia fazia com que Bolsonaro perdesse o apoio do empresariado fez com que o presidente mudasse de discurso e aceitasse, ao menos parcialmente, a implantação do “Plano de Vacinas”, uma virada de 180º em sua posição sobre imunização.

Ao final do jantar, o ministro Tarcísio de Freitas falou também sobre a fabricação do imunizante no Brasil. “São sete países que produzem vacinas e o Brasil é um deles. Passamos a produzir 1 milhão de doses por dia só na Fiocruz. Fizemos uma aposta correta que vai começar a produzir frutos e que vai dar o ritmo de vacinação que precisamos ”, disse.

O governo tem sido alvo de críticas em relação ao atraso no avanço da imunização no país, que vive o pior momento da pandemia do coronavírus.

Queiroga, o novo titular da Saúde, afirmou que a dificuldade de se obter vacinas não é só no Brasil e defendeu uma união nacional para a obtenção de imunizantes.

Também na saída, Guedes afirmou que a economia brasileira está se reconstruindo, mas ressaltou que é preciso avançar a vacinação em massa no país para sustentar o crescimento. Segundo ele, a síntese do encontro foi, de um lado, a vacinação em massa e, de outro, o avanço nas reformas estruturais.

Segundo Guedes, houve reconhecimento por parte dos empresários ao trabalho que vem sendo feito pelo governo. “Vamos transformar essa recuperação cíclica, baseada no consumo, em crescimento sustentável”, afirmou.

O ministro disse ainda que o governo vai trabalhar para resolver um problema do país que é o rendimento. Ele ressaltou que, assim que terminar a retomada da ajuda emergencial, é necessário “pousar” em um programa social forte e sólido.

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