Petróleo

Biden enfrenta uma decisão crítica sobre a Bacia do Permiano e suas emissões de metano de petróleo e gás

Cerca de 265 milhões de anos atrás, grande parte do Texas moderno estava debaixo d’água, e a vasta região conhecida como Bacia do Permiano era um recife de coral florescente. Hoje, os organismos que outrora prosperaram lá foram transformados em enormes depósitos de combustíveis fósseis — e fizeram da área uma das linhas de frente mais traiçoeiras na luta doméstica do presidente Joe Biden contra as mudanças climáticas.

A Bacia do Permiano, que se estende por centenas de quilômetros através do Oeste do Texas e sudeste do Novo México, é responsável por 40% da produção de petróleo dos EUA e 15% de seu gás natural, de acordo com dados de fevereiro. Menos de um ano após os preços do petróleo caíram em território negativo por causa da pandemia Covid-19, a produção na região voltou quase aos níveis pré-pandemias. A região já é a fonte número 1 de metano do país, um gás de efeito estufa que aquece o planeta muito mais eficientemente do que o dióxido de carbono no curto prazo.

A indústria de petróleo e gás dos EUA tem depositado grande parte de suas esperanças futuras na região, especialmente na próxima década: Se conseguir seu caminho, a Bacia do Permiano ainda crescerá até 2029, superando todos os países, exceto a Arábia Saudita na produção de combustível líquido, de acordo com uma análise da Oil Change International. Nesse ritmo, até 2050, seria responsável por 39% das novas emissões mundiais de petróleo e gás.

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