Economia

Banco Central estuda alta de taxas de mais de 100 bps

banco central open banking

O Banco Central pesou acelerando o aperto monetário mais agressivo do mundo, a ata de sua última reunião de política monetária mostrou na terça-feira, mas a incerteza sobre uma recuperação pós-pandemia o levou a manter o curso em 100 pontos-base aumentos de taxas.

A ata da reunião de 21 a 22 de setembro, quando o banco elevou a taxa Selic para 6,25%, mostrou que os formuladores de políticas planejam mais aumentos desse porte, levando as taxas a níveis “significativamente restritivos” para atingir a meta de inflação para 2022.

Os aumentos agressivos das taxas colocaram o Brasil na linha de frente de uma batalha global contra a alta dos preços ao consumidor, elevando sua taxa de referência de uma baixa recorde de 2,00% no início do ano, com a inflação em 12 meses chegando a dois dígitos.

Ainda assim, o comitê de fixação de juros do banco, conhecido como Copom, reconheceu na ata de terça-feira que seu cenário básico mostrava a inflação “ligeiramente acima” da meta para 2022 pela primeira vez, gerando debate sobre a necessidade de uma política ainda mais dura.

“O Copom avaliou os custos e benefícios de acelerar o ritmo de alta das taxas de juros”, escreveram os legisladores na ata.

No final das contas, eles fizeram outro aumento de 100 pontos-base na semana passada e prevêem o terceiro consecutivo no próximo mês, citando “já efetivamente apertando a política monetária” e os benefícios de obter mais dados sobre a recuperação do Brasil antes de fazer maiores aumentos nas taxas.

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