Economia

Banco central aumentou sua taxa básica de juros para 2,75 por cento

O banco central do Brasil aumentou sua taxa básica de juros na quarta-feira em 0,75 ponto acima do esperado, para 2,75 por cento, com o aumento da inflação o forçando a reverter sua postura de estímulo pandêmico.

Ignorando as críticas de que o aumento veio muito cedo para uma economia ainda abalada pela Covid-19, o comitê de política monetária do banco indicou que outro aumento da mesma magnitude poderia ocorrer em sua próxima reunião em maio.

Foi o primeiro aumento nas taxas em seis anos para a maior economia da América Latina, que resistiu relativamente bem ao colapso da Covid-19 no ano passado, graças em parte a uma taxa de juros recorde de 2%.

Agora, a economia está dando sinais de outra desaceleração, assim como um aumento nos casos de vírus e mortes causam novos estragos – sem dúvida, não é um bom momento para aumentar as taxas de juros, colocando um freio ainda mais.

Mas os legisladores estão nervosos com o aumento da inflação e a queda do real em relação ao dólar.

“Salvo mudança significativa nas projeções de inflação ou no balanço de riscos que a economia enfrenta, o comitê prevê a continuidade do processo de desaceleração parcial do estímulo monetário com outro ajuste de mesma magnitude” em maio, informou o banco em comunicado.

A taxa de inflação anual do Brasil ficou em 5,2 por cento em fevereiro, acima da meta do banco de 3,75 por cento e quase raspando o topo de sua faixa de tolerância de mais ou menos 1,5 ponto percentual.

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