Economia

Aumenta a pressão sobre o governo Bolsonaro para subsídios de combustível e luz

A equipe econômica do Brasil está enfrentando uma pressão crescente de assessores políticos do presidente Jair Bolsonaro para encontrar espaço para distribuir subsídios a combustíveis e energia enquanto a inflação corrói o poder de compra antes das eleições de outubro.

A equipe está lutando contra restrições fiscais e eleitorais para obter ajuda, disseram três pessoas com conhecimento do assunto, que pediram para não serem identificadas porque as discussões não são públicas.

O primeiro obstáculo é a regra do teto de gastos do Brasil, que limita o crescimento dos gastos públicos à taxa de inflação do ano anterior e não deixa espaço para novos subsídios. Além disso, a lei eleitoral do país não permite tal ajuda em ano eleitoral, exceto em caso de calamidade ou emergência, o que o Ministério da Economia não considera ser o caso, disse uma das pessoas.

Os formuladores de políticas estão enfrentando expectativas de inflação crescentes depois que os preços ao consumidor subiram mais de 12% ao ano no início de abril. Os principais bancos de Wall Street agora veem um aumento de mais de 9% este ano, bem acima da meta de 3,5%. Além do aumento dos custos com combustível, energia e alimentos, os funcionários públicos estão exigindo salários mais altos para compensar a perda de poder aquisitivo.

O pedido de mais ajuda ganhou força depois que a petrolífera estatal Petróleo Brasileiro SA aumentou os preços domésticos do diesel na segunda-feira, poucos dias depois de Bolsonaro criticar a empresa por lucros “abusivos”.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, rejeitou a pressão crescente, dizendo que o governo federal já reduziu a carga dos altos preços dos combustíveis para os consumidores ao reduzir os impostos PIS/Cofins sobre o diesel. O ministério culpou parcialmente os governadores, que não fizeram o mesmo com as mudanças no chamado ICMS estadual.

preços de energia

Os aliados do presidente também estão pressionando por um plano para subsidiar as contas de luz com os lucros da venda atrasada da Eletrobrás, disseram outras duas pessoas com conhecimento do assunto.

A gigante empresa de energia foi incluída nos esforços de privatização do governo por anos, mas a operação está se tornando politicamente mais desafiadora à medida que as eleições se aproximam.

Se conseguir desbloquear a venda, o governo pode exigir que parte do dinheiro seja pago antecipadamente, cerca de 30 bilhões de reais (US$ 5,8 bilhões), que seriam usados ​​para subsidiar contas de luz. Em troca do adiantamento de parte do pagamento, os novos operadores da Eletrobras teriam mais tempo para pagar ao governo o direito de operar as hidrelétricas da empresa, disseram as pessoas.

A discussão ocorre poucos dias antes do Tribunal de Contas do Brasil votar as regras para a venda, colocando a operação em risco, disseram as pessoas, acrescentando que qualquer mudança agora afetaria o setor de energia do Brasil. .

 

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