Economia

Atividade econômica no Brasil de março cai menos do que o esperado

A atividade econômica no Brasil caiu em março, mostrou nesta quinta-feira, o primeiro declínio em 11 meses devido a bloqueios para conter uma segunda onda da pandemia COVID-19, mas um declínio bem menor do que os economistas esperavam.

A queda mensal menor do que o esperado no índice de atividade econômica IBC-Br, um dos principais indicadores do Produto Interno Bruto, fez com que o índice subisse confortavelmente no período janeiro-março, aliviando os temores de uma contração no primeiro trimestre.

“Dado o desempenho mais forte do que o esperado da economia em março, a força dos indicadores de atividade inicial para o 2º trimestre e a melhora ainda maior em termos de comércio, estamos atualizando a previsão para o crescimento real do PIB em 2021 para 4,5% de 4,1%”, disse Alberto Ramos, do Goldman Sachs.

O índice IBC-Br caiu 1,59% em março. De acordo com dados da Refinitiv, essa foi a oitava queda mais acentuada desde que a série começou em 2003.

Mas foi menos da metade da estimativa mediana de uma pesquisa da Reuters com economistas para um deslizamento de 3,75%, o que significa que o índice subiu 2,3% nos três primeiros meses deste ano em relação aos três últimos meses do ano passado.

O índice ajustado sazonalmente em março ficou em 140,16, pouco acima dos 139,36 vistos em fevereiro do ano passado, antes da pandemia COVID-19 paralisar a economia e desencadear o maior declínio anual da atividade desde 1990.

Com essa medida, a maior economia da América Latina havia voltado em março ao tamanho em meados de 2015, mas ainda 5,7% menor do que estava no seu auge em dezembro de 2013, em uma base ajustada sazonalmente.

O índice IBC-Br subiu 6,26% em uma base não sazonalmente ajustada a partir de março de 2020, disse o Banco Central, refletindo a escala da crise econômica quando a pandemia atingiu pela primeira vez.

Nos 12 meses até março, o índice caiu 3,37%.

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