Economia

Atividade de serviços do Brasil encolhe no 1º trimestre

A atividade de serviços no Brasil caiu em março pela primeira vez em 10 meses, mostraram dados oficiais nesta quarta-feira, o que significa que o setor encolheu no primeiro trimestre para abaixo dos níveis pré-pandemias.

Os números mostram o efeito de medidas de bloqueio renovadas para combater a segunda onda mortal da pandemia COVID-19 que varre a maior economia da América Latina, e sugerem que o produto interno bruto pode ter contraído no período janeiro-março.

“Eles foram menos impactantes do que março de 2020, mas o suficiente para fazer o setor de serviços ir para trás e devolvê-lo aos níveis pré-pandemias”, disse Rodrigo Lobo, gerente de pesquisa da agência de estatísticas governamentais IBGE.

O setor de serviços encolheu 4,0% no mês, informou o IBGE, mais do que a mediana da estimativa em pesquisa da Reuters com economistas de queda de 3,2%.

Foi o primeiro declínio da atividade em 10 meses, informou o IBGE. Foi a quarta maior queda mensal desde o início da série, em 2011, e fez com que o setor fosse 2,8% menor do que em fevereiro do ano passado, pouco antes da pandemia.

A alta de fevereiro foi revisada para 4,6% de 3,7%, a terceira maior da história da série.

A produção do setor de serviços em março aumentou 4,5% não sazonalmente em relação ao mesmo mês do ano passado, mas uma queda não sazonal de 0,8% no trimestre em relação ao ano anterior.

A atividade nos 12 meses até março caiu 8,0% não sazonalmente em relação ao mesmo período do ano passado, informou o IBGE.

Os serviços representam cerca de dois terços de toda a atividade da economia brasileira. O setor é 13,6% menor que seu pico em 2014.

Três dos cinco subsetores pesquisados encolheram em março, liderados por uma queda de 27% nos serviços prestados aos domicílios, incluindo restaurantes e hotéis, informou o IBGE.

O setor de serviços foi duramente atingido pela segunda onda da pandemia. Os últimos dados da pesquisa mostram que a atividade dos gerentes de compras voltou a cair em abril, e o Banco Central do Brasil disse esta semana que os serviços ainda estão “lutando” para se recuperar da queda do ano passado.

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