Energia

Aneel realiza leilão de transmissão, envolvendo 12 lotes e R$ 4,2 bi em investimentos

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) promove nesta quinta-feira, a partir das 10h, um leilão de transmissão de energia com 12 lotes de ativos, compreendendo 2.470 km de linhas e subestações com capacidade de transformação de 7.800 mega-volt-ampères (MVA). No total, são estimados investimentos em torno de R$ 4,18 bilhões e geração de 8.782 empregos diretos. Como o prédio da B3 está fechado para reforma, o certame será realizado no Hotel Transamérica, na zona sul de São Paulo.

Os ativos oferecidos ao mercado estão distribuídos em 12 Estados: Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Acre, Pará, Bahia, Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará e Rio Grande do Sul. O prazo para operação comercial dos projetos é de 36 a 60 meses, e as concessões têm duração de 30 anos.

A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) venceu o primeiro lote. A empresa ofereceu uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 37,748 milhões que representa um deságio de 66,85% em relação ao RAP inicial. O lote 1 compreende linhas de transmissão e uma subestação no Rio Grande do Sul. São estimados investimentos de R$ 681,5 milhões nesses ativos. Outros nove grupos também se habilitaram para fazer proposta pelo ativo, mas um deles, o consórcio Transmissora Aliança, decidiu não fazer oferta.

Regras do leilão

Pelas regras do edital, fica com o lote quem ofertar o menor valor de Receita Anual Permitida (RAP). Se a diferença entre os lances for menor ou igual a 5%, ou se houver empate entre os menores valores, a disputa passa para a dinâmica de viva-voz.

No mercado, a expectativa é de forte competição pelos empreendimentos – o que implica elevados deságios – e grande participação de estrangeiros, pontos característicos dos leilões de transmissão dos últimos dois anos.

Entre as empresas que já revelaram intenção de participar da concorrência, estão a chinesa State Grid, por meio da State Grid Brazil Holding e da CPFL Energia; a francesa Engie; a portuguesa EDP; a Taesa, controlada pela Cemig e a colombiana ISA; e a estatal Furnas. Pelo perfil dos empreendimentos, que são de menor porte, espera-se que eles atraiam o interesse também de companhias menores ou que concentram seus negócios em outras frentes do setor elétrico.

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