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Altos custos de combustível devem prejudicar a lucratividade da Cargill no Brasil em 2022

 A trading de commodities norte-americana Cargill está navegando em águas turbulentas no Brasil em 2022, com a pressão decorrente do aumento dos preços dos combustíveis prejudicando a lucratividade, mesmo com a demanda da China por grãos brasileiros permanecendo sólida.

O presidente-executivo da Cargill no Brasil, Paulo Sousa, disse à Reuters em entrevista que as altas margens de processamento de grãos e uma segunda safra recorde de milho esperada para 2021/22 podem ajudar.

enquanto os custos galopantes do combustível em um país de tamanho continental afetarão os resultados da empresa.

“Não quero parecer pessimista em relação ao setor. Mas a realidade é que, a nosso ver, as exportações em geral são menos rentáveis ​​este ano do que foram no último”, disse Sousa.

“A maior parte da safrinha (milho segunda safra) foi vendida no ano passado, quando não tínhamos a mesma visão sobre os preços de frete que temos agora”, observou.

Pelo lado positivo, Sousa disse que ainda há uma demanda chinesa “muito saudável” pela soja brasileira e boa demanda em geral por produtos à base de soja como óleo de soja e farelo de soja em 2022.

“As margens de processamento de soja (local) estão em um dos níveis mais altos de todos os tempos… Grande parte de nossos investimentos está nisso”, disse ele.

De acordo com Sousa, a Cargill busca melhorar sua capacidade de moagem no Brasil e 20 projetos para cumprir essa meta foram desenvolvidos no ano passado, com um investimento total de 1,02 bilhão de reais, um aumento de 11% em relação a 2020.

O lucro líquido da Cargill no país caiu 15% em 2021, para 1,8 bilhão de reais (US$ 374,42 milhões), refletindo em parte as consequências do fracasso da safra de milho da temporada passada devido à seca e geadas. Os resultados também foram afetados por maiores custos de energia e insumos.

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