Economia

Alta de 50 pontos-base na taxa de juros no Brasil na próxima semana

A inflação brasileira está acima da meta do banco central neste ano, forçando-o a aumentar as taxas de juros mais rápido do que o previsto anteriormente, começando com uma alta de 50 pontos-base na próxima semana, disseram economistas do Barclays e do Citi na terça-feira.

Em uma nota aos clientes, os economistas do Barclays aumentaram sua previsão de inflação no final do ano de 3,9% para 4,5%, acrescentando que os riscos permanecem inclinados para cima. Isso ocorre apenas um mês depois de terem aumentado a perspectiva de 3,6%.

A meta do banco central para 2021 é 3,75%, com uma margem de erro de 1,5 ponto percentual em ambos os lados. Os últimos números oficiais mostraram inflação de 4,6% em janeiro, impulsionada pela continuidade da alta dos preços dos alimentos e das commodities.

“O (Copom) não gostaria de correr o risco de ‘ficar para trás’ aos olhos do mercado, pois isso poderia impor um custo maior à política monetária no futuro caso se perdesse a credibilidade nesse processo”, escreveram.

Eles agora esperam que o comitê de fixação de juros do banco central, conhecido como Copom, eleve a taxa básica de juros Selic em 50 pontos-base na próxima semana, para 2,50%, e continue elevando-a para 4,50% até o final do ano.

Por sua vez, os economistas do Citi também esperam um aumento de meio ponto percentual nas taxas na próxima semana.

Mas, observando uma taxa de câmbio persistentemente fraca, aumentando os preços das commodities e aumentando os custos de empréstimos globais, eles estão projetando outros cinco movimentos desse tipo neste ano, levando a Selic a 5,00%.

“No geral, nossa nova chamada de política monetária contempla seis altas da Selic de 50 pontos-base cada em 2021, levando a Selic para 5,0% em outubro, quando o Copom optaria por interromper o processo de normalização monetária”, escreveram.

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