Óleo e Gás

Abertura de gás intermediário brasileiro tem novo avanço

GÁS NATURAL

Os regulamentos que regem a abertura dos gasodutos de gás natural do Brasil ao acesso de terceiros foram acordados este mês e as questões entre as empresas de gasodutos e fornecedores de gás resolvidas, permitindo que os contratos sejam celebrados até 1 de janeiro de 2022, um passo vital para a liberalização do Brasil. mercado de gás.

Já foram resolvidos os três principais tópicos que deviam ser abordados relativamente às regras de acesso aos gasodutos antes do início do próximo ano, afirmou o director comercial e regulamentar do operador de gasodutos TAG, Ovídio Quintana. Tratava-se de informações sobre a capacidade do gasoduto para novos contratos, acordo sobre o contrato-padrão para novos transportadores de gás e a definição de custos. Resolver essas questões significa que os transportadores de gás podem assinar contratos de transporte, o que está previsto para acontecer de 4 a 10 de dezembro, disse Quintana.

Quase 10 empresas assinaram o contrato-mestre para transportar gás pelos gasodutos, etapa não vinculativa do processo, disse Quintana.

Mas dois tópicos ainda requerem algum esclarecimento – fornecer fornecedores de gás no local para garantir que os gasodutos mantenham a pressão correta quando os transportadores não conseguirem equilibrar os volumes de gás e determinar as regras para o gerenciamento de congestionamento do gasoduto.

Quintana disse à Argus que as empresas de dutos conseguiram equilibrar os custos das operadoras de serviços de rede, que antes eram fornecidos pela estatal Petrobras. Os custos de rede eram anteriormente agrupados com o custo do fornecimento de gás, tornando-os confusos para os consumidores. O custo de linepacking, ou gás de estoque – o gás dentro dos dutos, que atualmente pertence à Petrobras – era uma grande preocupação, uma vez que a TAG e a empresa de dutos NTS devem comprar cerca de 105 mm m³ – 40 mm m³ e 65 mm m³, respectivamente – com custos compartilhados entre as operadoras.

A quantidade mínima desse gás será comprada no momento – devido aos altos preços globais do gás – o que representa a parcela do gás para novos transportadores, reduzindo os custos compartilhados imediatos, disse Quintana. A Petrobras continuará sendo a transportadora de mais de 80pc do gás fornecido por gasodutos em 2022, portanto, apenas a parcela das novas transportadoras deverá ser adquirida imediatamente.

O mesmo se aplica ao gás usado no sistema, como combustível para alimentar máquinas em instalações de dutos. As transportadoras terão a possibilidade de injetar mais gás do que seu volume de transporte nos dutos para cobrir o uso do sistema ou de pagar à empresa de dutos por esse gás.

Com relação à capacidade dos dutos, outras questões pendentes são a quantidade de espaço deixado para outras transportadoras que não a Petrobras, que deve ser anunciada nos próximos dias para TAG e NTS. A agência reguladora de petróleo e gás ANP deve fornecer essas informações em breve e a TAG e a NTS poderão firmar contratos de transporte com base nesses volumes transferidos da Petrobras para outras transportadoras.

A TAG apresentou recentemente seu contrato padrão para transportadores de gás extraordinários de curto prazo e a NTS deve apresentar seu contrato na próxima semana. O contrato é projetado para permitir um compromisso de 12 meses ou menos e pode ser ajustado para aceitar novos ingressos durante qualquer mês de 2022, o que significa que as transportadoras podem ter tempo extra para ajustar seus contratos.

Quintana também garantiu que as empresas de gasodutos não serão uma barreira para os negócios que se realizam no novo mercado de gás. “Se você está com dificuldade para fechar negócio por conta do transporte, me ligue no mesmo momento e eu entrarei em cena. O transporte a gás deve ser uma solução, não um problema”, disse.

Pelo menos 30 empresas já demonstraram interesse em transportar gás natural por dutos, de acordo com a plataforma online compartilhada POC.

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