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Gigantes das telecomunicações desembolsam US$ 1,27 bilhão no primeiro dia do leilão 5G do Brasil

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Gigantes das telecomunicações desembolsam US$ 1,27 bilhão no primeiro dia do leilão 5G do Brasil 

Unidades locais da America Movil, Telefonica, Telecom Italia e várias empresas locais gastaram bem mais de um bilhão de dólares na quinta-feira para obter valioso espectro dedicado à tecnologia sem fio de quinta geração (5G) no Brasil.

O leilão, o maior já realizado na maior economia da América Latina, exigirá cerca de 40 bilhões de reais (US $ 7,14 bilhões) de investimentos dos vencedores, previu o governo.

Só no primeiro dia do leilão, sete empresas gastaram um total de 7,09 bilhões de reais (US $ 1,27 bilhão) em direitos de espectro em todo o Brasil.

A Claro, do bilionário mexicano Carlos Slim’s America Movil SAB de CV, foi a que mais gastou, pagando 1,63 bilhão de reais por vários lotes, incluindo o lote B1 do espectro de 3,5 GHz, pelo qual pagou 338 milhões de reais, e o lote E3 de 2,3 GHz, que venceu com um lance de 750 milhões de reais.

A espanhola Telefonica SA, que opera a maior operadora sem fio do Brasil sob a marca Vivo, gastou cerca de 967 milhões de reais, ganhando o lote B2 do espectro de 3,5 GHz com uma oferta de 420 milhões de reais, entre vários outros lotes .

TIM SA, uma unidade de Telecom Itália SpA, recolheu-se o lote B3 de 3,5 GHz para 351 milhões de reais, juntamente com vários outros lotes, o que provocou a sua pagamento total medida a cerca de 976 milhões reais.

A Winity II, da gestora de recursos brasileira Patria Investimentos, ganhou um lote na largura de banda de 700 MHz com uma oferta de 1,4 bilhão de reais.

A provedora brasileira de serviços de internet Brisanet Participações SA, que abriu o capital em julho, venceu o lote C4 na faixa de cobertura regional de 3,5 GHz com um lance de 1,25 bilhão de reais, tornando-se o segundo maior gastador na quinta-feira.

O tão esperado leilão foi atrasado por diferenças sobre o envolvimento da chinesa Huawei Technologies Co Ltd como fornecedora de equipamentos de telecomunicações 5G, que os Estados Unidos pressionaram o governo de extrema direita do Brasil a proibir por motivos de segurança.

Após um compromisso que visa a blindagem das comunicações governamentais, o Brasil avançou com a licitação de quatro bandas de transmissão: 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz.

Grupos da indústria há muito anteciparam a chance de o Brasil atualizar-se com a tecnologia 5G, permitindo maior eficiência e automação em campos da saúde ao agronegócio. No entanto, o lento licenciamento local para novas antenas em todo o país pode arrastar o lançamento da nova cobertura sem fio.

O setor de infraestrutura de telecomunicações espera que a rede 5G do Brasil gere novas oportunidades de negócios no valor de mais de US $ 1 trilhão em 15 anos e crie 1,5 milhão de empregos em quatro anos, disse Vivien Suruagy, chefe de uma federação de 137.000 empresas.

As principais empresas sem fio do Brasil já usam a Huawei para mais da metade de suas redes e argumentaram que banir a Huawei acrescentaria bilhões de dólares em custos adicionais que seriam repassados ​​aos consumidores.

Em vez disso, o governo do presidente Jair Bolsonaro decidiu construir uma rede separada para si e para todas as agências federais, da qual a Huawei será efetivamente excluída. O governo estipulou que os licitantes devem cumprir as regras de governança das empresas de capital aberto, o que a Huawei não faz.

A agência reguladora de telecomunicações brasileira, Anatel, espera retomar o leilão na sexta-feira, quando deve oferecer as faixas de 26 GHz.

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